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Alerta aos pais sobre a febre dos “slimes”

24de maio de 2019
by Colégio Alexandra

Atenção, pais, para essa notícia, publicada na Revista Crescer: menina vai parar no hospital depois de manusear “slimes”.

A geleca – ou amoeba – até pode ser comprada pronta, mas o que conquistou mesmo a garotada foi o fato de poder fabricar o próprio slime. Existem várias receitas disponíveis na internet e elas levam diversos ingredientes, como água boricada, amaciante, espuma de barbear, tinta, bórax (ou borato de sódio) e cola branca. Aparentemente, o slime parece inofensivo, no entanto, alguns desses componentes podem ser extremamente prejudiciais à saúde.

Uma mãe descobriu isso da pior forma possível. A filha está internada há mais de uma semana em um hospital de São Paulo. “Ela apresentava um quadro de gastroenterite sem nenhuma razão aparente. Todos os exames estão normais, hemograma e PCR inalterados, ultrassom e tomografia mostrando apenas um aumento e inflamação nos linfonodos intestinais. E hoje, depois de muitos dias de angústia, vendo ela piorando a cada dia – apesar do esquema fortíssimo de medicação para vômitos -, sem comer nada desde o início do quadro, veio o diagnóstico: envenenamento por bórax”, escreveu a mãe, em um post nas redes sociais.

A menina também fez uma publicação de alerta: “Todos os dias no hospital, eu estava fazendo slimes porque sempre que recebia uma visita, eu ganhava materiais. Enquanto eu mexia com isso, ele penetrava na minha pele indo para a minha corrente sanguínea”, conta. Segundo ela, o médico só suspeitou do bórax, quando viu o produto no quarto do hospital. “Mães, proíbam o uso nos slimes! O médico já avisou a Vigilância Sanitária, que informou já ter outras ocorrências”, completou a mãe.

O QUE É BÓRAX?

Entre todos os produtos usados na fabricação caseira do slime, o bórax é o mais perigoso, segundo o alergista e imunologista Nelson Guilherme Bastos Cordeiro, do Departamento Científico de Dermatite Atópica e de Contato da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Apesar de altamente tóxico, o borato de sódio pode ser comprado facilmente no comércio. A substância também serve de matéria-prima para alguns produtos de limpeza, como sabão em pó e até inseticidas.

Como não são concentrações padronizadas e as crianças costumam ficar horas manipulando a mistura, os resultados podem ser queimaduras químicas, irritação nos olhos e dermatites. “A queimadura, especialmente nas mãos, pode ser a reação mais grave por ação abrasiva causada pelo borato de sódio. Existe, ainda, risco de reações alérgicas, já que as crianças têm uma pele mais sensível”, explica Cordeiro.

Também existe a possibilidade de o produto ser inalado. Caso isso ocorra, há o risco de problemas irritativos no aparelho respiratório. Além disso, “pode desenvolver dermatite de contato por conta de uma substância encontrada normalmente em espumas de barbear e amaciantes, chamada de metilisotiazolinona”, alerta o médico.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS

Não quer dizer que todas as crianças que entram em contato com esses produtos terão problemas. “Isso vai depender do tempo de manipulação, da quantidade usada, da predisposição da criança e do tempo de contato com o produto”, diz.

Mas o ideal, segundo o alergista, é não fazer slime caseiro – a menos que se evite substâncias reconhecidamente tóxicas, em especial, o bórax. O melhor, mesmo, é dar preferência para os kits de produtos industrializados que são vendidos em quantidades e concentrações já testadas. E, caso tenha alguma reação, lavar a região com água ou soro fisiológico gelados e procurar atendimento médico o mais rapidamente possível. “Gente, tomem cuidado com isso. É muito perigoso e o que eu tive é muito sério”, finaliza a menina.

Nas redes sociais, a mãe da garota fez um post para esclarecer possíveis informações sobre o ocorrido com sua filha: “Meninas estou assustada com a viralização do meu post… Minha filha NÃO BEBEU BÓRAX DILUÍDO EM ÁGUA, ela possui uma conta de slime, fazia muito e manipulava o bórax para diluí-lo em água diariamente! Somente postei para servir de alerta para que não aconteça com outras crianças”.

A redação da CRESCER tentou entrar em contato com a mãe e o médico de Valentina para saber se, de fato, foi o bórax que causou a intoxicação na menina, mas até a publicação desta reportagem ainda não teve sucesso.

(As informações são da Revista Crescer- Imagem: G1)

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